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A expansão da educação infantil no Brasil e no mundo tem ocorrido de forma crescente nas últimas décadas, acompanhando a intensificação da urbanização, a participação da mulher no mercado de trabalho e as mudanças na organização e estrutura das famílias. Por outro lado, a sociedade está mais consciente da importância das experiências na primeira infância, o que motiva demandas por uma educação institucional para crianças de até 05 anos de idade.
Cientes de que a criança é sujeito de direitos, atualmente a Rede Municipal de Ensino de Divinópolis atende 5200 crianças em 274 turmas de educação infantil. Este atendimento é distribuído em 20 Centros Municipais de Educação Infantil, 02 escolas municipais de educação infantil e 19 escolas municipais que atendem também a Educação infantil. Desde que se tornou Sistema Municipal de Ensino, lei n⁰ 7522/2012 o município é responsável também pelo atendimento em 01 creche comunitária e 41 escolas particulares credenciadas e autorizadas.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Quanto mais se brinca, mais se aprende...


A IV Rodada da Oficina Itinerante levou às unidades de educação infantil, brinquedos e brincadeiras antigas mas que ainda hoje divertem as crianças.
A oficina partiu da história "Nascer Sabendo" de Ronaldo Simões e tinha como objetivo principal a valorização do brincar e o desenvolvimento de habilidades motoras, cognitivas, emocionais e sociais. Com a desenvolvimento da oficina a proposta era:

·         Favorecer a reflexão de que ninguém nasce sabendo,mas podemos aprender tudo o que quisermos com esforço e dedicação;
  • Resgatar as brincadeiras antigas , valorizando as atividades de interação, que despertem a solidariedade, a cooperação , bem como o respeito as regras e ao outro de forma lúdica e prazerosa;
·          Apreciar  as cantigas e brincadeiras populares;

·         Ampliar o conhecimento das crianças, ouvindo e cantando as  cantigas de roda da cultura popular.

·         Explorar noções matemáticas através de jogos e brincadeiras;

·         Apreciar o caráter do jogo intelectual da matemática reconhecendo-o como estimulo a resolução do problema;

·         Expor ideias e impressões a partir de uma obra de arte;

·         Adquirir elementos para apreciação de uma obra de arte;

·         Controlar gradualmente o próprio movimento, aperfeiçoando seus recursos de deslocamento e ajustando suas habilidades motoras para utilização em jogos, brincadeiras, danças e demais situações.

 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Grafismo Infantil


Muitas crianças ao chegarem ao 1º ano do ensino fundamental apresentam dificuldades de aprendizagem relacionadas à escrita. É possível que estas crianças não tenham tido oportunidades significativas de interação na educação infantil, fase na qual se desenvolve a função simbólica e consequentemente os sistemas de representação, fato que pode ter prejudicado o desenvolvimento da criança. Em situações como esta, é perceptível a importância do trabalho na educação infantil que priorize e preserve os momentos lúdicos e prazerosos, que certamente contribuirão para o desenvolvimento do desenho infantil.
Ao final do seu primeiro ano de vida, que compreende o estágio sensório-motor, descrito por Piaget (1948), a criança é capaz de manter ritmos regulares e produzir seus primeiros traços gráficos. O desenvolvimento progressivo do desenho implica mudanças significativas que, no início, dizem respeito à passagem dos rabiscos iniciais da garatuja para construções cada vez mais ordenadas, fazendo surgir os primeiros símbolos. De acordo com o mesmo autor, a função semiótica é a capacidade que a criança tem de representar objetos ou situações que estão fora do seu campo visual por meio de imagens mentais, de desenhos, da linguagem. A criança passa a desenvolver essa função no estágio pré-operatório, que compreende faixa etária de dois a sete anos.
A cada representação que a criança faz, o jogo simbólico e o desenho passam a ser uma necessidade, e é assim que elas vão se inserindo no processo de alfabetização, desde o estágio pré-operatório, onde se inicia o processo de representação, interagindo com a escrita como se a mesma fosse um jogo que contêm regras e, contém também o imaginário. Dessa forma a escrita deixa de ser uma representação mental e passa a ser uma representação gráfica, carregada de sentidos, assim como o desenho que, primeiro passa pelo plano da representação mental e só depois a criança passa a representá-lo graficamente. Assim o desenho infantil pode ser considerado precursor da escrita, estando diretamente relacionado ao processo de alfabetização.

Piaget classifica as fases do desenho como:
Garatuja: Faz parte da fase sensório motora (0 a 2 anos) e parte da fase pré-operatória (2 a 7 anos). A criança demonstra extremo prazer nesta fase. A figura humana é inexistente ou pode aparecer da maneira imaginária. A cor tem um papel secundário, aparecendo o interesse pelo contraste, mas não há intenção consciente. A fase da garatuja pode ser dividida em outras duas partes:
  • Desordenada: movimentos amplos e desordenados. Com relação a expressão, vemos a imitação "eu imito, porém não represento". Ainda é um exercício, simples riscos ainda desprovidos de controle motor, a criança ignora os limites do papel e mexa todo o corpo para desenhar, avançando os traçados pelas paredes e chão. As primeiras garatujas são linhas longitudinais que, com o tempo, vão se tornando circulares e, por fim, se fecham em formas independentes, que ficam soltas na página. No final dessa fase, é possível que surjam os primeiros indícios de figuras humanas, como cabeças com olhos.
  • Ordenada: movimentos longitudinais e circulares; coordenação viso-motora. A figura humana pode aparecer de maneira imaginária, pois aqui existe a exploração do traçado; interesse pelas formas.
    Nessa fase inicia-se o jogo simbólico: "eu represento sozinho". Ocorre a mudança de movimentos; formas irreconhecíveis com significado; atribui nomes, conta histórias. A figura humana pode aparecer de maneira imaginária, aparecem sóis, radiais e mandalas. Dentro da fase pré-operatória, aparece a descoberta da relação entre desenho, pensamento e realidade. Quanto ao espaço, os desenhos são dispersos inicialmente. Então aparecem as primeiras relações espaciais, surgindo devido à vínculos emocionais. Quanto a utilização das cores, pode usar, mas não há relação ainda com a realidade, dependerá do interesse emocional. Ela também respeita melhor os limites do papel. Mas o grande salto é ser capaz de desenhar um ser humano reconhecível, com pernas, braços, pescoço e tronco.
De acordo com Piaget (1948), no estágio pré-esquemático, que inicia-se por volta dos quatro anos e se estende até os sete anos. Após esta fase a criança com idade entre sete e nove anos entra no estágio esquemático, e após os nove anos passa para o estágio do realismo nascente.
Vale ressaltar que estes estágios compreendidos entre os sete e onze anos estão dentro do período das operações concretas. Estes estágios não são estáticos, imutáveis, existem crianças que pulam alguns estágios de desenvolvimento e crianças que param de se desenvolver devido a vários fatores que influenciam em sua vida, como deficiências física ou mental, como família, situação social e econômica ou distúrbios psicológicos.
O desenho como possibilidade de brincar, o desenho como possibilidade de falar de registrar, marca o desenvolvimento da infância, porém em cada estágio, o desenho assume um caráter próprio. Estes estágios definem maneiras de desenhar que são bastante similares em todas as crianças, apesar das diferenças individuais de temperamento e sensibilidade. Esta maneira de desenhar própria de cada idade varia, inclusive, muito pouco de cultura para cultura.

 

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Projeto Oficina Itinerante


A criança possui um jeito próprio de sentir e pensar o mundo. Em suas relações, seja no cerne da família ou na multiplicidade de interações que estabelece com as instituições sociais, demonstra seu esforço para compreender o mundo e através das brincadeiras, revela seus desejos e anseios na tentativa de simbolizar as relações contraditórias que presenciam no âmbito das relações. Neste processo de construção do conhecimento, no ambiente escolar a criança utiliza as mais diferentes linguagens para buscar hipóteses e compreender o mundo que a cerca. Dessa forma, constrói o conhecimento a partir das interações.
O Projeto Oficina Itinerante, é desenvolvido na Rede Municipal de Educação de Divinópolis desde 2012 e busca oportunizar estratégias de organização escolar através de oficinas pedagógicas, tendo como premissa uma nova dinâmica sobre os tempos dos professores, dos alunos e dos processos cotidianos, ou seja, busca estabelecer uma nova lógica temporal no trabalho com a Educação Infantil. Entre os principais objetivos do projeto, destaca-se:

  • Disponibilizar aos professores, momentos de planejamento e reflexão sobre o papel/função da educação infantil e a busca pela eficiência e qualidade do trabalho em sala de aula;
  • Propiciar experiências na linguagem plástica, musical, corporal, oral e matemática para além das oferecidas cotidianamente pelo professor regente;
  • Contribuir para o desenvolvimento integral da criança, considerando o brincar, o cuidar e o educar.
 A equipe é composta por 13 professoras itinerantes que desenvolvem oficinas lúdicas em 40 unidades de ensino, atendendo cerca de 5000 crianças de Educação Infantil.

Projeto Minha Cidade Lê


 
“Minha Cidade Lê” é o projeto estruturador do trabalho coma leitura e a escrita na rede municipal de ensino de Divinópolis. Seu principal objetivo é possibilitar aos educadores e educandos o desenvolvimento das habilidades de leituras diversas, aumentando seu conhecimento, ampliando a cultura, formando leitores competentes; numa busca constante de valorizar o pensar, o fazer, o avaliar; visando, assim, assegurar uma educação de qualidade.